Aulas na UEL 'começam' com mobilização
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - Os calouros da Universidade Estadual de Londrina (UEL) terão uma aula magna diferente hoje, dia em que deveria ter início o ano letivo na instituição. Por conta da greve geral deflagrada pelos profissionais de educação em todo o Estado em repúdio ao pacotaço do governador Beto Richa (PSDB), a tradicional aula de recepção aos ingressantes, marcada para o anfiteatro Pinicão às 8h30 e às 19 horas, será realizada em meio à mobilização dos docentes pela valorização da carreira e por reivindicações que vão além da autonomia universitária.
Todas as sete universidades estaduais do Paraná estão com o calendário acadêmico comprometido devido à greve. A estimativa é que mais de 70 mil graduandos fiquem sem aulas nesta semana, já que na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e nos campi de Campo Mourão, Apucarana, Paranavaí e União da Vitória da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) as atividades estão suspensas desde o último dia 9, e para hoje também estava previsto o início do ano letivo na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e no campus Paranaguá da Unespar.
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e nos dois campi de Curitiba da Unespar o ano letivo está marcado para começar na próxima segunda-feira. A última instituição a iniciar as aulas é a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a partir de 2 de março.
Na UEL, a paralisação dos professores e agentes universitários tem o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que juntamente com os centros acadêmicos também preparou uma série de atividades no primeiro dia de "não aula".
Os próprios estudantes aproveitarão a greve geral para trazer à tona algumas de suas principais demandas, como a destinação de recursos para o bolsa permanência, os projetos de extensão e pesquisa e a retomada das obras de reforma do Restaurante Universitário (RU). Eles marcaram um panelaço em frente ao RU para depois da aula magna.
À tarde, a partir das 13h30, o Sindiprol/Aduel, sindicato que representa os professores, realizará uma assembleia geral no auditório do Centro de Ciências Humanas (CCH). Além da pauta de reivindicações, que entre outras coisas inclui a manutenção do quinquênio e anuênio, pagamento do 1/3 de férias e mudanças na forma de gestão da folha de pagamento o chamado Meta 4 , eles também discutirão o teor do ofício proposto pelo fórum que reúne os sindicatos dos servidores públicos e que deverá ser entregue ao governador.
Integrante do Centro Acadêmico de Direito da UEL, a graduanda Layane Marques disse que os veteranos querem aproveitar a aula magna para chamar a atenção dos calouros quanto às demandas dos professores e dos próprios universitários. "Vamos explicar a mobilização para os calouros, a importância da greve, as consequências que pode trazer e as demandas dos estudantes. Nós estamos reivindicando melhorias desde o ano passado, mas nem os próprios professores nos deram ouvidos", afirmou.


