Maceió, 26 (AE) - O deputado federal Augusto Farias (PPB-AL) desmentiu hoje denúncia de que teria tentado, por meio de um representante, convencer os delegados que investigam as mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino a não indiciá-lo. Segundo o deputado, em nenhum momento o jornalista Roberto Baía, que trabalha no jornal Tribuna de Alagoas, da família Farias, recebeu autorização sua para negociar com os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade a retirada do seu nome nd inquérito sobre as mortes de PC e Suzana.
Augusto disse que está sendo vítima de um conluio político e acusou Lessa e Andrade de comandarem com o secretário de Segurança Pública de Alagoas, Edmilson Miranda, uma quadrilha de extorsão e pistolagem em Alagoas. O deputado garantiu que no próximo domingo irá apresentar provas desta sua acusação.
Segundo Farias, há interesses políticos por parte da cúpula da Segurança Pública em Alagoas de denegrir a sua imagem para deixá-lo de fora da disputa eleitoral do próximo ano, já que ele é candidato a prefeito de Maceió. "Essa denúncia de suborno, envolvendo um funcionário o jornal A Tribuna não passa de uma armação para tentar prejudicar a minha imagem como um homem público", afirmou Augusto, acrescentando que não existem provas no inquérito que comprometam sua pessoa. Para o deputado, a família Farias continua acreditando na tese de crime passional: Suzana matou PC e depois se suicidou.
Augusto disse ainda que o delegado Alcides Andrade, para ser solidário a seu tio, o ex-deputado federal e ex-governador de Alagoas, Moacir Andrade, tem tomado atitudes de revanchismo e perseguição.
"Moacir, frustrado com a derrota nas urnas nas últimas eleições, não aceitou que eu comandasse o PPB em Alagoas e enviou cartas à Executiva Nacional do partido tentando macular a minha imagem. Como não conseguiu, tenta me perseguir através do sobrinho do delegado Alcides Andrade", afirmou Augusto.
Os delegados Antonio Carlos Lessa e Alcides Andrade conseguiram hoje mais uma prorrogação de 20 dias para entregar a conclusão do inquérito do caso PC. Eles não quiseram fazer nenhum comentário sobre a tentativa de suborno a que foram submetidos. "Não falamos mais sobre esse assunto", afirmou Lessa.

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