Auditores fiscais também estão em greve
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segunda-feira, 17 de maio de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os auditores fiscais do Trabalho decidiram, ontem, aderir à greve nacional dos servidores federais. Com a paralisação, ficará acumulada uma demanda diária de 150 atendimentos de orientação trabalhista, homologação de rescisões de contratos de trabalho, mediação entre empregador e empregados e expedições de certidões negativas de débitos salariais.
De acordo com o presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho, Luiz Felipe Bergmann, o Paraná têm 215 auditores, 140 ativos e 75 aposentados. A adesão, segundo ele, foi total. Estão sendo mantidos apenas os serviços de fiscalização de empresas em relação às condições de trabalho. ''A mobilização dá mais impacto nas outras demandas'', explica Bergmann. Os trabalhadores e empregadores com pendências trabalhistas, segundo ele, estão sendo orientados a procurar os sindicatos que os representam.
Uma das particularidades da pauta dos auditores fiscais do trabalho em relação às outras categorias já paralisadas é o percentual de reposição emergencial: 47,7% sobre o salário base. Segundo a associação, o índice representa as perdas a partir da vigência da Medida Provisória (MP) que reestruturou a carreira das categorias do fisco federal em julho de 1999. As demais pedem 50%, em caráter emergencial. O índice total de perdas seria de 127%.
Os auditores fiscais do trabalho pedem, ainda, garantia de paridade entre ativos e aposentados; mesmo tratamento entre as categorias do fisco federal; reavaliação das metas institucionais de acordo com as condições de trabalho; concurso público; nomeação de servidores de carreira para cargos em comissão; reajuste do valor das diárias e atualização da indenização de transporte.
Já os servidores do Judiciário Federal e Ministério Público da União devem adiar o início da paralisação. A expectativa era de que a greve da categoria começasse hoje (e não ontem como foi divulgado na edição de sexta-feira), mas o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário no Paraná (Sinjutra) resolveu recuar da decisão. O presidente do Sinjutra, Francisco Donizette, disse que a orientação, que seria repassada na assembléia realizada na noite de ontem, era de manter o estado de greve. A mobilização da categoria, reconheceu, não é forte o suficiente para deflagar uma paralisação por tempo indeterminado.
Dez dias depois do retorno ao trabalho, os agentes da Polícia Federal (PF) ainda estão tendo trabalho para colocar em dia a emissão de passaportes. A assessoria de imprensa da PF informou que o serviço já está normalizado, mas a demanda é maior que a média. São cerca de 130 a 150 documentos emitidos diariamente. Ainda segundo a assessoria, 10 funcionários estão trabalhando na expedição dos passaportes. O receio de uma nova paralisação e a proximidade das férias de julho é que estão provocando a corrida à PF, justificou a assessoria de imprensa.
Por enquanto, a emissão de passaportes está sendo feita na sede da PF da Rua Ubaldino do Amaral, 321, no bairro Alto da Glória. São distribuídas 150 senhas por dia.


