Auditores estaduais são indiciados por estupro
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quinta-feira, 12 de março de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - Os auditores fiscais da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza e Orlando Aranda foram indiciados por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável. As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontaram que a dupla teria participado de programas sexuais com pelo menos sete adolescentes e que os valores pagos às meninas variaram entre R$ 150 e R$ 300.
Conforme o delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, uma das vítimas teria 13 anos, o que configura também crime de estupro de vulnerável. Além dos auditores, três supostas aliciadoras foram indiciadas no mesmo inquérito. Sandra Soares, Eliane Ribeiro e Mayara Aparecida Alves teriam intermediado os encontros com as adolescentes.
Mayara foi interrogada no início da tarde de ontem e decidiu permanecer em silêncio. "Ela participava juntamente com uma das aliciadoras nos contatos com as adolescentes e nos contatos com os usuários", destacou Alves. Dos cinco indiciados, apenas Mayara está em liberdade. Depoimentos recentes das vítimas teriam comprovado a relação dela com as demais aliciadoras.
A reportagem da FOLHA não conseguiu localizar os advogados dos cinco indiciados. Desde janeiro, 16 inquéritos foram abertos pelo Gaeco e dez pessoas foram detidas. Oito permanecem presas. O grupo já concluiu nove investigações relacionadas aos supostos crimes e aponta a existência de uma rede de exploração sexual. As adolescentes eram abordadas em escolas e por meio de redes sociais. Nesta sexta-feira, serão apresentadas as conclusões de mais dois inquéritos, que envolvem o ex-vereador Alvair de Souza e o empresário Iris Matos Vieira, presos na última sexta-feira.
O delegado Ernandes Cezar Alves deixa o cargo no final da tarde de hoje e passa a atuar na Corregedoria da Polícia Civil. Os próximos cinco inquéritos serão finalizados pelo novo delegado do Gaeco, Alan Flore. Além dos dez presos, pelo menos quatro suspeitos estão na mira dos policiais do Gaeco.


