Curitiba - O superintendente da Receita Federal no Paraná, Luiz Bernardi, disse, ontem, que o auditor do órgão, suspeito de envolvimento em operações fraudulentas no Porto de Paranaguá, Litoral do Estado, irá responder, também, a processo administrativo, que deverá ser instaurado pela Corregedoria após à conclusão do inquérito criminal. O auditor Nautilus Vieira Bozza foi preso na última sexta-feira, junto dos despachantes aduaneiros Reginaldo Franco Dimbarre e Marcelo Leite de Farias. Um quarto suspeito, Sérgio Silva Xavier, que intermediaria as operações de exportação ilegais, também foi preso na sexta-feira.
A fraude foi descoberta pela Polícia Federal (PF) e Receita Federal, quando o grupo simulou uma operação de exportação no valor de US$ 1,2 milhão, usando documentação falsa. A estratégia era a de obter isenção de tributos de produtos importados, burlando o regime de 'drawback'. Segundo Bernardi, a fraude também permitia lavagem de dinheiro e a venda de produtos no mercado interno por preços mais competitivos.
Os quatro seriam transferidos, ontem, para a Superintendência da PF, em Curitiba. Mas como a prisão é temporária, eles deveriam ficar isolados dos demais presos, o que na carceragem na Capital não era possível, pois já abriga 17 pessoas.

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