Cidade do México, 19 (AE-AP) - O governo mexicano teria gasto aproximadamente 85 bilhões de pesos, US$ 8,5 bilhões, para adquirir as carteiras irregulares de várias instituições financeiras na época da aplicação do programa de recuperação dos bancos comerciais adotado entre 1995 e 97.
Essa é a conclusão de um relatório do auditor independente, Michael Mackey, encarregado de investigar empréstimos fraudulentos em nome do Congresso.
Depois da crise iniciada com a desvalorização do peso, em dezembro de 1994, o governo assumiu a carteira dos bancos por US$ 65 bilhões, com o objetivo de salvar o sistema financeiro do país. Mas, conforme o documento divulgado hoje (19), cerca de 13% do custo corresponde a operações irregulares.
Após entregar o relatório à Comissão de Acompanhamento do Resgate Bancário da Câmara dos Deputados, Mackey, revelou que nenhuma das 18 entidades beneficiadas pelo programa do tipo Proer apresentou relatórios capazes de fundamentar com números a necessidade de intervenção das autoridades.

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