Londrina – Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram ontem mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo na Zona Sul de Londrina. Na casa do auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza, foram apreendidos três carros, joias, relógios, além de computadores e dinheiro em espécie.
De acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, a Justiça decretou o bloqueio de bens do auditor. "Ele vivia uma vida absolutamente desconforme com os ganhos que ele aufere licitamente como fiscal da Receita no Estado. Ele mantinha inúmeros relógios avaliados em mais de R$ 80 mil e bolsas de luxo e outros itens", comentou Castro. O salário líquido do auditor é de aproximadamente R$ 25 mil.
Em depoimento, Souza permaneceu calado. O Ministério Público apura se o servidor teria cometido o crime de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito. Empresas administradas por ele, mas que estão em nome de parentes, também são alvo da investigação. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na sede da Receita Estadual. Ainda não há informações sobre o montante que teria sido cobrado indevidamente ou desviado dos cofres públicos.

Exploração sexual

A investigação que apura a suspeita de improbidade administrativa começou logo após a prisão do auditor fiscal em um motel da cidade. Na tarde da última quarta-feira, ele foi preso suspeito de ter cometido crime de exploração sexual. No quarto, estavam uma jovem de 19 anos, que seria a aliciadora, e uma adolescente de 15 anos. A jovem confessou que seriam pagos R$ 2,5 mil para o programa com a menor de idade. No carro do auditor fiscal, havia R$ 22,5 mil em dinheiro, o que chamou a atenção dos policiais do Gaeco, que apenas auxiliavam os trabalhos da equipe da 6ª Vara Criminal de Londrina.
O delegado do Gaeco, Hernandes Cesar Alves, coletou novos depoimentos na tarde de ontem. Segundo ele, uma adolescente de 14 anos teria confessado que teria recebido cerca de R$ 1,5 mil por programa com o auditor fiscal. A menina deixou a sede do Gaeco acompanhada do avô e de conselheiros tutelares. A investigação corre sob segredo de Justiça. Neste caso, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza é investigado por favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual. A pena varia de quatro a 10 anos de reclusão. O auditor fiscal e a jovem de 19 anos seguem presos em Londrina. Os advogados dos dois investigados não foram encontrados para se posicionar a respeito dos fatos.

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