Londrina - A secretária municipal de Saúde, Marlene Zucoli, rebateu ontem na Câmara Municipal de Londrina as críticas de omissão na greve do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e disse que o município não tem margem legal para reajustar os salários dos socorristas. De acordo com ela, o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), entidade que mantém o Samu via terceirização, tem cumprido as cláusulas contratuais com o município e executado o serviço de forma adequada.
  A secretária afirmou que um remanejamento interno de pessoal, que passou a cumprir jornada dupla, tem suprido a ausência dos 35 socorristas que cruzaram os braços - mas reconheceu que os custos desses plantões extras são altos. Os socorristas do Samu, que ganham em média R$ 600, pleiteam o mesmo valor pago aos servidores de carreira da prefeitura, que ocupam a mesma função - cerca de R$ 1.400. Segundo Zucoli, os salários pagos pelo Ciap estão previstos em convenção coletiva da categoria.
  O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), Júlio Aranda, contestou a informação e disse que não há convenção que contemple os funcionários do Ciap. Além disso, de acordo com ele, nem mesmo o salário previsto em acordo de categorias próximas está sendo pago.
  A inflexibilidade de Zucoli incomodou os vereadores. ‘‘A senhora teria que dizer que pelo menos vai se empenhar para chegar a uma solução. Me parece uma afronta dizer que só vai se resolver com um novo contrato, daqui a um ano’’, protestou João Scaff (PTB). O vereador insinuou que se a secretária ‘‘tivesse o salário dos grevistas’’, talvez agisse de outra forma.

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