Brasília, 10 (AE) - Uma audiência pública vai marcar os dez anos do início de uma das maiores tragédias que marcou o Pará. Em Altamira, autoridades locais, parlamentares e a Igreja vão discutir a morte de várias crianças, ocorridas desde 2 de agosto de 1989, no município. Quase todas elas foram castradas e seviciadas.
Os poucos sobreviventes ficaram mutilados, e sete menores continuam desaparecidos. Até hoje, ninguém sabe exatamente quem foram os autores dos crimes contra as crianças, mas um processo que estava tramitando na justiça do Pará, indicava como responsáveis, três pessoas - um rapaz de classe média da cidade e dois médicos - mas nenhum deles continua preso, apesar de terem sido detidos durante as investigações.
A audiência pública, que será uma forma de pressão da comunidade local pelo andamento do processo - que está parado desde o ano passado - vai ser mais uma manifestação. Segundo o Comitê de Defesa de Altamira, a cidade está mobilizada em torno do evento, que ocorrerá na sexta-feira, dia 13, e onde são esperadas cerca de 800 pessoas.
Já confirmaram presença a diretora do Departamento da Criança e do Adolescente do Ministério da Justiça, Olga Câmara; a chefe do Departamento de Direitos Humanos da Polícia Federal, Telma Cavalcante; representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda) e as deputadas Elcione Barbalho (PMDB-PA) e Rita Camata (PMDB-ES).

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