Audiência propõe melhorias
Londrina Uma audiência pública realizada na noite de segunda-feira discutiu a situação do sistema penitenciário do Paraná. O debate ocorreu na Câmara Municipal de Londrina. O objetivo foi elencar as deficiências enfrentadas pelas unidades e cobrar melhorias do Estado. A preocupação surgiu após as 23 rebeliões registradas desde o início do ano.
O encontro contou com representantes de vários órgãos: Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen), Movimento Nacional de Segurança Pública, Conselho dos Direitos Humanos, Pastoral Carcerária, além de vereadores e diretores de unidades prisionais de Londrina. Nenhum representante da Secretaria Estadual de Justiça (Seju) compareceu.
"As situações são muito complexas. É uma tragédia anunciada. O Estado precisa ter atitude política mais enérgica para solucionar os problemas existentes nas penitenciárias e não correr do debate. Há situações em que penitenciárias não têm nem rádio comunicador. Como fica numa situação de rebelião? O governo aumenta benefícios como o tempo da visita íntima e a família tem que trazer produtos de higiene e até colchão para o familiar detento", destacou o presidente da Câmara Municipal, Rony Alves (PTB).
Uma comissão foi escolhida durante a audiência e uma Carta de Intenções será entregue ao governador Beto Richa, com propostas levantadas durante o encontro: instalação imediata de bloqueadores de celulares, rádios comunicadores para os agentes penitenciários, construção de novas unidades, contratação de agentes e treinamento continuado, além da discussão sobre a privatização do sistema penitenciário. Outras sugestões são o estabelecimento de área de segurança nos arredores das penitenciárias e elaboração de um convênio com o Patronato para prestação de serviço alternativo em órgãos do município.(L.F.C.)





