‘Audiência foi imparcial’


Michele Muller
De Curitiba

Representantes do Incra declararam que a audiência pública foi prejudicada pela imparcialidade. O diretor nacional de cadastro do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Eduardo Freire, disse que não foi dada ao Incra a oportunidade de se defender.
‘‘Nós aplaudimos a iniciativa do Legislativo de promover esse exercício da democracia, mas esperávamos ter a chance de poder esclarecer algumas questões. Queríamos ter ouvido críticas que pudessem aperfeiçoar os métodos do governo’’, lamentou. Ele afirmou que as denúncias não tinham qualquer fundamento.
Um dos acusadores alegou ter o laudo que comprova a produtividade de sua fazenda trocado pelo Incra por outro afirmando que suas terras não estavam sendo aproveitadas.
Segundo Freire, esse caso será levado à Justiça Federal. ‘‘Se ele conseguir provar que o laudo realmente foi substituído por outro, quem assinou o documento terá que se responsabilizar pela troca. Nós não somos imunes a erros’’, diz. O processo de desapropriação só acontece quando a equipe técnica do instituto faz a vistoria na fazenda e constata que ela tem menos de 80% de área produtiva.
‘‘É muito fácil se ver atingido por um erro que significa 1% de seu trabalho. Não acredito que não tenhamos progredido no Paraná. Numa pesquisa recente, envolvendo 35% dos assentados, foi verificado que a renda média de cada família é de R$ 550,70, acima da média da renda de grande parte dos brasileiros’’, destacou.

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