São Paulo, 12 (AE) - Foi encerrada no 1º Tribunal do Júri da Capital, a produção da prova de acusação contra 18 skinheads - os carecas do ABC- , acusados de espancar, até a morte, o adestrador Edson Neris da Silva, de 35 anos, no dia 6 de fevereiro último, na Praça da República. A audiência terminou às 2h00 de hoje. Os depoimentos mais importantes foram das duas únicas testemunhas presenciais: Carlos Augusto de Souza Borges e Hélio Cândido da Silva.
Carlos reconheceu apenas Wanderlei Cardoso de Sá como um dos integrantes do bando de agressores. E, Hélio, reconheceu 7 outros. Assim, a prova reunida é precária, devendo o juiz Borges Pereira apreciar, na próxima semana, pedido de liberdade provisória em favor dos réus, feito pelo advogado Mílton Bonelli
após ouvir o promotor Marcelo Milani, autor da denúncia contra os carecas.
As demais testemunhas não reconheceram ninguém. Damaris Alves Nogueira, dona do bar "Recanto dos Amigos", no Bixiga, ponto de encontro dos carecas, disse que os 18 acusados, naquela noite, tiveram comportamento normal. A rotina só foi quebrada com a chegada da polícia que levou o grupo preso.

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