Londrina – O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Décio Miranda da Rocha, adiou a primeira audiência de instrução do "Caso São Marcos", em que quatro pessoas são acusadas de participarem do latrocínio do empresário José Luiz de Souza. David Willian Machado, de 18 anos, Sandra Aparecida da Silva, de 35, Viny Mayer Marcuz, de 22, e Julio Cesar da Costa, de 31, respondem criminalmente por latrocínio (roubo seguido de morte) e corrupção de menores.
Souza foi morto no dia 28 de março, durante um assalto ocorrido no Depósito São Marcos, de sua propriedade. A vítima foi assassinada com um tiro no peito por um adolescente de 16 anos, que tentava roubar um malote cuja quantia superava R$ 13 mil. No entanto, nada foi levado pelo infrator.
Ontem seriam ouvidas dez testemunhas de acusação e todos os réus, presos preventivamente, tinham o direito de acompanhar a audiência. Porém, apenas três foram encaminhados ao Fórum. "Um dos réus não foi localizado no sistema prisional. O seu defensor fez questão de tê-lo aqui. Difícil saber onde houve a falha", apontou o promotor Marcio Bergantini.
Costa é mantido na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). "Vou sentar e avaliar com a filha um pedido de relaxamento de prisão", adiantou o advogado Mauro Martins.
O Tribunal de Justiça já negou habeas corpus para Sandra e Machado. Gordinho, como é chamado, é apontado na ação como o mentor do crime. Ele teria organizado encontros entre o grupo para planejar o roubo. Uma adolescente de 17 anos, que trabalhou no estabelecimento, participou do encontro. Ela foi absolvida pela 2ª Vara da Infância e Juventude.
Ontem, familiares da vítima ficaram frente a frente com réus. "Saber que um ato mudou toda a nossa vida, nossa história, tem causado sofrimento até hoje. Tenho a necessidade de justiça", afirmou a viúva Luciney Souza. A próxima audiência está marcada para terça-feira.

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