Na tarde de ontem, três réus de um dos inquéritos do esquema de exploração sexual de menores participaram de uma audiência na 6ª Vara Criminal de Londrina. O empresário Walid Kauss e as supostas aliciadoras Amanda Cardoso e Rafaela Gomes compareceram ao fórum junto a testemunhas de defesa - que foram dispensadas - e de acusação. Algumas pessoas foram ouvidas, mas como algumas testemunhas de acusação faltaram, a audiência acabou sendo adiada.
Kauss conversou com a imprensa e negou as acusações. "Eu era um homem solteiro, não devia explicações. Hoje estou namorando, é diferente", disse. O empresário relatou que, pelo segredo de Justiça, não poderia comentar o caso, mas contou que "todos terão uma grande surpresa no final". O advogado de Rafaela Gomes, Carlos Eduardo Cabral de Melo, se disse contente com a audiência que, segundo ele, serviu para enfraquecer denúncias do Ministério Público.
A promotora Susana Lacerda rebateu as argumentações dizendo que as defesas dos acusados se apegam a datas para tentar invalidar a acusação. "Como já disse, a vítima de abuso não escreve na folhinha o dia que sofreu a violência. Não é como um furto, ou algo do tipo." Ela explicou ainda que algumas das vítimas não enfatizam a culpa dos acusados, isso de nada pesa no processo. "É reflexo da sociedade machista em que vivemos. As meninas não têm capacidade de discernimento e acham que também são culpadas. É contra isso que precisamos lutar." (C.F.)

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