Londrina – A juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, solicitou a presença da Polícia Militar (PM) para reforçar a segurança na primeira audiência de julgamento do ex-presidente do Partido Verde (PV) Marcos Colli, que será realizado hoje, a partir das 13 horas, no Anexo do Fórum de Londrina. Colli responde pelos crimes de estupro de vulnerável e por filmar e fotografar três crianças de 6, 9 e 13 anos em poses sexuais e pornográficas.
Segundo a juíza, serão ouvidas inicialmente as três vítimas e em seguida as dez testemunhas de acusação e as oito de defesa, sendo que três delas serão ouvidas por carta precatória nas comarcas onde residem. Marcos Colli será o último a prestar depoimento.
O corredor que dá acesso à sala de audiência ficará fechado e apenas testemunhas, as partes envolvidas, advogados e servidores do Fórum poderão adentrar ao espaço. Por se tratar de um crime sexual contra criança e correr em segredo de Justiça, a imprensa também não poderá acompanhar a audiência.
As três crianças serão ouvidas em uma sala especial, com brinquedos e jogos, que fica ao lado do local da audiência, sem nenhum contato com as demais testemunhas e o réu. O espaço é equipado com câmeras e sistema de áudio.
As vítimas serão recepcionadas por uma psicóloga e uma assistente social. "Nós explicamos toda a situação para a criança, falamos das pessoas que estão na outra sala e como será feito o depoimento. Através de um ponto eu recebo as perguntas e as refaço em uma linguagem mais simples para elas entenderem", explicou a psicóloga Aline Cristina Carta.
Tudo o que acontece nesta sala especial é assistido por quem está na audiência. "Quando a criança tem um suporte da família ela acabam falando tudo o que aconteceu, mas não é fácil relembrar tantos momentos ruins", apontou.
O advogado de defesa de Colli, Mateus Vergara, reclamou que ontem foi impedido de apresentar os materiais contidos no processo, como fotos e vídeos, ao seu cliente, que está preso em uma cela reservada do 5º Batalhão da PM. Segundo Vergara, a alegação é que a Justiça havia proibido a entrada de equipamentos eletrônicos. "Claramente o trabalho da defesa fica prejudicado", ressaltou.
Se for condenado, Marcos Colli pode pegar de 8 a 15 anos de prisão pelo estupro e de 4 a 8 anos pelas fotografias. A Justiça já instaurou outros três processos contra Colli, em um total de mais de dez vítimas.

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