Audi A3 fabricado no Brasil chegam ao mercado
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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 01 (AE) - Os primeiros carros Audi A3 produzidos em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, estão chegando às concessionárias esta semana. Eles foram apresentados hoje em uma grande festa preparada pela empresa. "Com dedicação e envolvimento dos funcionários, não deixamos nada a desejar aos A3 produzidos na Alemanha", elogiou o presidente da Audi do Brasil, Nikolaus Feil.
Com capacidade para produzir 700 veículos por dia, a fábrica da Volks/Audi pretende chegar a 300 por dia até o fim deste ano. Atualmente, saem da linha de montagem 150 carros, sendo 20 a 30 Audi e o restante, Golf. "Agora entramos na curva ascendente", afirmou Feil.
O nível de nacionalização do Audi A3 apresentado hoje chega a 50%. O diretor de Operações da Senna Import, Jaroslav Sussland, disse que atualmente são vendidos por mês cerca de 400 Audi A3 importados.
"Agora, devemos crescer gradativamente", afirmou. A Senna Import é a distribuidora exclusiva dos veículos Audi e responsável pelo credenciamento das concessionárias. Hoje, há 32 revendas no País, com previsão de se chegar a cerca de 50 no próximo ano.
Sussland prevê vender aproximadamente 5 mil veículos da marca este ano. Os Audi A3 representam 70% das vendas. Para o próximo ano, a expectativa é dobrar o volume de vendas. A novidade, a partir do início da fabricação no Brasil, é a entrada no mercado do A3 na versão 1.6. O carro, com 101 cavalos de potência, tem como preço básico R$ 34,8 mil.
A versão 1.8, com 125 cavalos de potência, que até agora era importado, terá diminuição de aproximadamente 12% no preço básico, sendo encontrado por R$ 37,5 mil. A versão 1.8 Turbo, com 150 cavalos de potência, que também está sendo fabricada no Brasil, custará R$ 45,7 mil. Todos os modelos oferecidos têm duas portas. Em outubro devem estar prontos os primeiros quatro portas e, em novembro, os 1.8 Turbo, com 180 cavalos.
Sussland estima que a versão 1.6 terá 30% do mercado da marca, o 1.8 ficará com uma fatia de 40%, enquanto o Turbo será comprado por outros 30%. Ele acredita que serão necessários três meses para "sentir o mercado", podendo direcionar a produção dos carros para o segmento que estiver mais aquecido. De acordo com a avaliação de Sussland, toda a produção prevista pela fábrica este ano deve ser vendida. "Deve faltar A3 no mercado."
Fruto de investimentos de US$ 700 milhões, a fábrica foi inaugurada em janeiro, com proposta de produzir os mais modernos carros. Em todas as versões do A3 estão incluídos freios a disco com ABS de quinta geração, duplo air bag, ar-condicionado, direção hidráulica, coluna de direção ajustável, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico. "Reunimos no Paraná o que há de melhor nas mais avançadas linhas de montagem do mundo", disse o presidente da Audi do Brasil.


