Atuação de padres abriu caminho para a campanha Agência Folha Em 1961, três padres da Caritas Brasileira (organismo da CNBB) resolveram arrecadar fundos para atividades assistenciais e tornar a instituição autônoma financeiramente. Foi assim que surgiu o embrião do que seria a Campanha da Fraternidade. Na Quaresma de 1962, em Natal (Rio Grande do Norte), a campanha já tinha o nome como é conhecida hoje. Nesse ano, ela chegou a ser realizada com apoio financeiro de bispos norte-americanos e com a adesão de apenas três dioceses do Nordeste. Já em 1963, participaram ao todo 16 dioceses nordestinas, e a campanha se tornou um projeto anual da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil. No ano seguinte, a campanha já tinha um tema e passou a ser realizada pela CNBB em todo o país. Inicialmente, os assuntos abordados eram ligados a fatores internos da Igreja, já que a campanha nasceu numa época de mudança, com o Concílio Vaticano II. Em 64 e 65, os temas tratados foram: Igreja em Renovação e Paróquia em Renovação. Com a dimensão nacional da campanha, os temas escolhidos passaram a se referir à situação social do país. A fome, o desemprego, o menor e a violência, foram alguns assuntos abordados. ‘‘Os temas passaram a ter uma temática social, que exige uma maior reflexão da sociedade , diz dom Raymundo Damasceno. Hoje, mais de 260 dioceses participam da campanha.

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