As ossadas de Perus, que deveriam ser transferidas na quarta-feira para São Paulo, permanecerão por mais algum tempo na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde estão guardadas há dez anos à espera da perícia para identificação de desaparecidos políticos. É a segunda vez que o Instituto Médico-Legal (IML) da Capital adia a transferência. Segundo a assessoria de imprensa da universidade, o inventário das ossadas, que deveria ter sido concluído em 23 de outubro, ainda está em andamento.
Os peritos do IML iniciaram o inventário das 1.047 ossadas em setembro, quando o Estado decidiu transferir o material para São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da Unicamp, a maior parte do levantamento já foi realizada. Entretanto, enquanto todas as ossadas não forem inventariadas, a transferência não poderá ocorrer.

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