São Paulo, 16 (AE) - O atraso no pagamento de salários está impedindo um número significativo de inadimplentes de acertar suas dívidas. De um total de 2.718 pessoas entrevistadas pelo Grupo Unidos, empresa especializada em recuperação de crédito, 21% apontaram o recebimento de salário, que estava atrasado, como motivo para regularizar sua situação.
A justificativa ficou em segundo lugar na pesquisa, perdendo apenas para a preocupação em " limpar o nome", motivo mencionado por 28% dos entrevistados. A pesquisa foi feita com inadimplentes que compareceram aos postos de atendimento da Unidos para pagar dívidas.
A coordenadora da pesquisa, Mônica Tavares, considerou o número expressivo e lembrou que em outros levantamentos da empresa, nos meses de dezembro e fevereiro, o atraso no pagamento de salários também foi considerado um motivo relevante para a inadimplência.
Em dezembro esse motivo foi citado por 17% dos entrevistados e em fevereiro, por 21%, empatando em primeiro lugar com outro motivo comum de inadimplência: emprestar o nome para a compra de terceiros. No caso de fevereiro, foi constatado
segundo a coordenadora da pesquisa, que o problema tinha ocorrido principalmente por causa do atraso do pagamento do 13º salário de funcionários públicos estaduais na Região do Nordeste.
Neste mês a Unidos está fazendo uma pesquisa para identificar a profissão dos inadimplentes. "Vamos tentar verificar se a inadimplência por atraso de pagamento está associada ao funcionalismo público ou a algum outro segmento profissional," afirma Mônica Tavares.
Motivos - Na pesquisa divulgada hoje, os entrevistados citaram os seguintes motivos para regularizarem sua situação de inadimplentes: a preocupação em limpar o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (28%), o recebimento de salário atrasado (21%), o encerramento de outros compromissos (11%) , ter conseguido emprego ou ocupação (10%), ter recebido dinheiro extra (10%), ter assumido a dívida de um terceiro (9%), o terceiro pagou a dívida (8%), e, por último, tomou dinherio emprestado para pagar a dívida (3%).

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