Curitiba - Mais de trinta dias depois de o promotor de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), Antonio Carlos Nervino, conceder um mês para os laudos de balística e de reconstituição sobre a morte da estudante Rafaeli Lima ficarem prontos, o inquérito continua na esfera da Polícia Civil em razão do atraso das análises. Há cinco meses a polícia investiga uma abordagem, realizada por soldados do 1º Batalhão da Polícia Militar (PM). De acordo com a polícia, o soldado Luis Gustavo Landman atirou contra o carro onde estava Rafaeli e seu amigo, o jovem Diogo Shuhli, 20 anos, durante uma abordagem em Porto Amazonas (51 km ao sul de Ponta Grossa). O episódio revoltou os moradores da região.
  Os policiais teriam confundido o carro em que os jovens estavam com outro veículo que teria furado uma barreira da polícia. A delegada Valéria Padovani, responsável pelo caso, informou que tem cobrado o Instituto de Criminalística, mas que não haveria prazo para a conclusão dos laudos.
  Há cerca de um mês, o promotor fixou 30 dias para a entrega dos laudos, pois o Ministério Público não poderia realizar a denúncia sem as análises, mas que poderia prorrogar o prazo.
  O inquérito já havia sido concluído e indiciado Landman por homicídio doloso. Já Dioneti dos Santos Rodrigues, soldado que também estava na abordagem que resultou na morte de Rafaeli, não foi indiciado. Os dois ainda estavam afastado das ruas, lotados em trabalhos administrativos.
  A reportagem da FOLHA procurou a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) após as 19 horas, mas, em decorrência do horário, o órgão alegou não poder verificar o motivo do atraso dos laudos. A Sesp deve se pronunciar hoje.

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