Curitiba - Em greve desde ontem, policiais rodoviários federais no Paraná promoveram protestos durante o período da manhã. No Calçadão de Londrina, agentes e outros servidores públicos entregaram informativos sobre os motivos das greves. Além dos agentes, servidores da Universidade Tecnólogica Federal do Paraná (UTFPR), Ministério da Saúde, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça Federal e fiscais agropecuários participaram da mobilização.
Conforme Wagner Stochi, representante do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Paraná (Sinprf-PR) em Londrina, apenas estão sendo realizadas atividades essenciais, como o atendimento a acidentes com vítimas e com interdição de pista e situações de flagrantes, que serão desenvolvidas por apenas 30% do efetivo de cerca de 600 policiais que trabalham no Estado.
A categoria reivindica reajuste das perdas inflacionárias dos últimos quatro anos, de 22%, aumento do efetivo e melhorias das condições de trabalho, reconhecimento do nível superior para o cargo de policial, pagamento de adicional noturno e insalubridade, além da reestruturação da carreira.
''Mesmo com os agentes comparecendo aos locais de trabalho, o público não será atendido. Além disso, na Superintendência, em Curitiba, e nas delegacias não serão fornecidos nem protocolados documentos, recursos de multas, formulários de identificação de condutores, entre outros'', informou.
Em Curitiba, policiais protestaram no posto da PRF na BR-476, continuação da da Linha Verde. Com faixas, eles fecharam a entrada do local. ''Nossos policiais, apesar de um efetivo reduzido, trabalham arduamente combatendo diversos crimes, além do atendimento a acidentes, e mesmo assim o governo demonstra tamanho descaso com nossa categoria'', frisou o presidente do Sinprf-PR, Ismael de Oliveira.
Na manhã de sábado policiais rodoviários vão realizar um protesto em Foz do Iguaçu.
Recusa
Ontem, após uma reunião no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), em Brasília, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf) recusou a proposta de 15,8% parcelados em três anos. O percentual é o mesmo proposto a outras categorias em greve. Um novo encontro entre as partes está programada para a próxima segunda-feira. Conforme a Fenaprf, em todo o País existem 9 mil policiais rodoviários federais, sendo que 70% aderiram à greve em pelo menos 12 Estados.

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