Atos em homenagem à bailarina Magó chegam a mais estados neste sábado
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020
Fernanda Circhia - Grupo Folha 
Após diversas manifestações realizadas no último final de semana em repúdio ao feminicídio da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, um ato de homenagem à artista é promovido em São Paulo neste sábado (8) com início às 14h para concentração dos manifestantes na Praça do Ciclista, perto da esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação. A caminhada está prevista para começar às 15h e seguirá até o Teatro Municipal de São Paulo.
Conforme o evento organizado e divulgado no Facebook, a manifestação é organizada por mulheres, artistas e capoeiristas de São Paulo e região de forma autônoma e espontânea em repúdio à violência de gênero e em memória daquelas que morreram por serem mulheres. "É motivado pelo brutal assassinato de Maria Glória Poltronieri Borges, no último dia 25 de janeiro, em uma cachoeira, no município de Mandaguari, no Paraná", descreve. Veja mais informações sobre o ato aqui.
No sábado (1º), em Maringá, cerca de 5 mil pessoas se reuniram em ato por Magó, que foi encontrada asfixiada e com sinais de violência sexual. O feminicídio chocou a população e amigos, familiares e apoiadores começaram a se mobilizar para chamar a atenção para o crime em toda a região. Na mesma data, manifestações foram registradas em Londrina, Curitiba, Campo Grande (MS) e Florianópolis (SC). Neste sábado (8), além de São Paulo, mais três atos estão marcados em Gamboa (SC), Belo Horizonte (MG) e Itaparica (BA).
O feminicídio
Conforme o delegado de Mandaguari, município onde a bailarina de 25 anos foi encontrada morta em uma cachoeira no final de janeiro, Zoroastro Nery Filho, mais de 40 pessoas já foram ouvidas no caso. Inclusive, segundo ele, material genético de alguns homens foram coletados e enviados para o IML (Instituto Médico-Legal) de Curitiba realizar exames. O delegado afirmou à reportagem na tarde desta sexta-feira (7) que pediu prioridade e aguarda os resultados. A investigação trabalha com mais de um suspeito.
"Nós estamos continuando com as nossas investigações. Fomos três vezes já no local do crime e estamos fazendo um mapeamento do possível local onde ela passou com informações de pessoas ali por perto", explicou. Na última semana, o laudo do IML confirmou indícios de violência sexual. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Mandaguari, Delegacia de Homicídios de Maringá.


