Sônia Apolinário
Agência Estado
Do Rio
O ator André Gonçalves se tornou, esta semana, protagonista de uma trama de folhetim. Ele, que recentemente foi visto na tela da Globo como o índio Apingorá da minissérie ‘‘A Muralha’’, reencontrou sua mãe, Maria da Penha, depois de 21 anos de separação. Ela tem distúrbios mentais e morava em uma favela do Rio. Ontem, em entrevista coletiva, o ator informou que sua mãe está sob cuidados médicos.
‘‘Apesar de ser um momento delicado da minha vida, estou no céu de tanta felicidade’’, afirmou Gonçalves, de 24 anos, ao lado do irmão, o também ator Marcelo, de 25 anos. ‘‘Agora, tudo será feito para que ela fique boa’’. Toda história começou quando o ator ia completar 4 anos. Ele morava com o irmão e o pai, Carlos, em uma favela, em Benfica, na zona norte, quando Maria da Penha teve a primeira manifestação da doença.
Segundo Gonçalves, ela abandonou a filha caçula, Maria Cristina, com nove meses, na lixeira de uma maternidade. ‘‘Meu pai a encontrou por muita sorte’’, contou. ‘‘A partir daí, fomos viver em Natal’’. Maria Cristina tem hoje 20 anos e está grávida de cinco meses. O pai vive em Recife, onde trabalha com produção de eventos. Depois de 11 anos, a família voltou para o Rio.
‘‘Soube que ela morava em uma favela e já tinha tentado encontrá-la’’. A primeira tentativa de levá-la para casa foi há dois anos. Gonçalves contou que Maria da Penha se recusou a acompanhá-lo e lhe pediu dinheiro. Voltou a perder o contato com ela. Uma tia a localizou, avisou a uma rádio e Gonçalves voltou a procurá-la. No sábado passado, o irmão encontrou a mãe sentada em uma praça, no Parque Arará, em Benfica ao lado de uma criança, Vitória, de 5 anos, também sua filha.