Londrina - Um protesto organizado por meio das redes sociais reuniu, aproximadamente, dez pessoas no Calçadão de Londrina no início da tarde de ontem, entre a Avenida São Paulo e a Rua Professor João Cândido. "A manifestação é promovida pelo grupo Anonymous como um ato de repúdio à repressão policial e um ato de solidariedade aos professores do Estado", explicou um dos representantes que preferiu não ser identificado. Na tarde da última quarta-feira (29), os docentes foram recebidos por policiais militares com balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta ao tentar acompanhar a sessão da Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba. Mesmo contra a vontade dos professores, os deputados aprovaram alterações na Paranaprevidência.
No protesto realizado na manhã de ontem, uma imagem do deputado estadual Cobra Repórter (PSC) foi pendurada em uma das árvores com uma corda sobre o pescoço. "É revoltante o descaso do governo com a educação. Quando falta educação, falta tudo. Eu vi a votação do projeto pela televisão. Não dá para saber se os deputados estão falando sério ou se ficam encenando para o povo", disse a dona de casa Maria Eunice Ruiz. "Os professores estão certos e precisam lutar até o fim. Eles têm o apoio de toda a sociedade", defendeu o autônomo Florentino Farias que passava pelo Calçadão. Na página do Facebook, mais de mil pessoas haviam confirmado presença na manifestação que seria realizada até o final da tarde.

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público do Paraná investiga abusos na ação da Polícia Militar durante o protesto realizado em Curitiba. Pedaços de bombas e materiais utilizados no conflito foram recolhidos pelos manifestantes. Os itens foram entregues aos promotores. Mais de 200 pessoas ficaram feridas no protesto. O governo do Estado alega que "black blocs" estariam infiltrados entre os manifestantes e que a ação teria sido necessária para impedir que a Assembleia Legislativa fosse invadida. (Com Agência Estado)

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