Ato público em Curitiba irá lembrar morte na 277
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quarta-feira, 24 de maio de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
No dia 2 de junho, um grupo de sem-terra acompanhado de políticos, artistas, sindicalistas e religiosos vai promover uma entrada simbólica em Curitiba. A marcha pela cidade vai servir para lembrar o primeiro mês da morte do agricultor Antônio Tavares Pereira, um militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ele foi morto por um soldado em confronto com a Polícia Militar na BR-277. Caravanas do MST foram impedidas de chegar à capital. A PM alegou que agiu para evitar a invasão de prédios públicos.
A programação do ato público foi anunciada ontem pelos representantes do Fórum Nacional de Luta por Trabalho, Terra e Cidadania. O grupo congrega entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), associações de moradores e sindicatos que planejam a manifestação em solidariedade ao MST. A organização do Fórum quer a presença de jornalistas estrangeiros acompanhando a marcha para denunciar a opressão policial contra o movimento.
Queremos denunciar esta fratura exposta do Paraná: o desmonte do Estado e a repressão violenta às organizações sociais, disse Márcio Pessatti, um dos representantes do Fórum. A coordenação estadual do MST tenta repercutir a morte de Pereira no mundo todo. A meta é atingir a imagem do governador Jaime Lerner, segundo Roberto Baggio, dirigente dos sem-terra no Paraná. É preciso que o governo faça uma reflexão sobre os acontecimentos, pois a opinião pública internacional está interessada na questão agrária do Paraná.


