Londrina – Parentes e amigos da professora Estela Pacheco – morta em outubro de 2000 em um crime que chocou Londrina – realizaram na manhã de ontem um ato público no Calçadão. Conforme a filha de Estela, a jornalista Laila Pacheco Menechino, o objetivo da mobilização é pressionar o Poder Judiciário para que o processo tenha andamento. O julgamento do réu, Mauro Janene, já foi adiado cinco vezes.
"Criamos uma petição pública, que já conta com mais de 1,5 mil assinaturas e queremos levá-la até o Judiciário. A ideia é conseguir o apoio das pessoas para que haja uma decisão logo", destacou.
Para coletar assinaturas, alguns computadores foram disponibilizados durante o ato para que as pessoas pudessem ter acesso à petição. Também houve distribuição de panfletos. Músicos do grupo Cantoria fizeram uma apresentação em homenagem a Estela e ao Dia das Mães. "Eles estão cantando por justiça. Escolhemos realizar esse ato na véspera do Dia das Mães para que as pessoas lembrem que Estela foi, além de vítima de um crime, mãe e amiga", acrescentou Laila.
O contador Marcos Alberto de Barros passava pelo Calçadão quando o ato público chamou a atenção dele. "Vou pesquisar a história e assinar a petição. É muito importante esse tipo de mobilização. Sabemos que todos os dias muitas injustiças acontecem no Brasil e as pessoas responsáveis saem impunes", opinou.
Amiga de Estela, a professora Mira Roxo também fez questão de participar da mobilização. "Queremos justiça para Estela e para todas as outras mulheres que, assim como ela, são vítimas de casos semelhantes."

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