Ato pede duplicação da 'avenida da morte'
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- Seis mortes nos últimos anos - a mais recente foi a de um homem atropelado quando voltava da igreja - fizeram com que a população dos Campos Elíseos e União da Vitória apelidassem a avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul de Londrina) de ''avenida da morte''. Cansados de contar as constantes vítimas, os moradores foram para a rua no final da tarde de ontem e atearam fogos em pneus e paus para exigir a duplicação de um trecho de pouco mais de 500 metros.
A avenida tem uma parte duplicada mas quando se aproxima dos Campos Elíseos em direção ao Jardim União da Vitória ela volta a ser de mão única. As calçadas precárias, a falta de sinalização e a iluminação pública destruída no trecho somam-se à imprudência dos motoristas, que abusam da velocidade, e transformam a Guilherme de Almeida em terreno fértil para ocorrências graves.
Em conversas com moradores, multiplicam-se histórias de atropelamentos e acidentes. Num deles, há cerca de 15 dias, o ponto de ônibus foi arrancado por um carro desgovernado. Uma idosa contou que há dois meses quase morreu ao ser atingida por uma caminhonete. Na noite de domingo, Carlos Rezende dos Anjos, 53 anos, foi atropelado por um motorista autuado por embriaguez, que pagou fiança e foi liberado. Anjos morreu.
O presidente da Associação de Moradores dos Campos Elíseos, Robson Pereira dos Santos, mostrou ofício enviado à Câmara de Vereadores em agosto de 2005 pedindo a duplicação da via. Como resposta, o secretário municipal de Obras, Aloysio de Freitas, alegou que a responsabilidade pela obra seria da loteadora dona da área, que pertence ao vereador João Abussafi. O vereador afirmou que, conforme a lei, a loteadora não tem obrigação pelo trecho porque não há pedido para execução de loteamento. Ele disse que buscou parceria com a Prefeitura: ele doaria o terreno e se encarregaria pela terraplanagem e pelas pedras (dois ítens já realizados). ''Em síntese, se houvesse vontade política (a obra) já estaria pronta, inclusive com baixo custo para o Município'', concluiu.
O representante de quase 20 mil famílias do União, Leôncio da Silva Costa, avisou que se ninguém der uma solução até o feriado, os protestos serão retomados. ''Estamos cansados de contar mortos'', apontou.
A FOLHA procurou o secretário de Obras mas não conseguiu contato.


