Ato em Belo Horizonte termina em confronto
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Marcelo Portela<br>Agência Estado 
Belo Horizonte - As piores previsões das forças de segurança de Minas Gerais se confirmaram e a manifestação realizada ontem em Belo Horizonte terminou em confronto. No início da noite, os baderneiros já haviam criado um cenário de completa destruição ao longo da Avenida Presidente Antônio Carlos, com focos de incêndio e muita depredação. Diversos suspeitos foram presos e dois estudantes levados para hospitais em estado grave. Informações extraoficiais indicavam que ao menos 25 pessoas teriam ficado feridas.
Como em todos os protestos realizados na semana passada na capital de Minas Gerais, a manifestação começou de forma pacífica. Segundo estimativa da Polícia Militar (PM), aproximadamente 50 mil manifestantes participaram do ato, que, novamente, teve concentração na Praça Sete de Setembro, no centro. Ao contrário das orientações da polícia, os manifestantes escolheram seguir em direção ao Estádio Mineirão, onde foi realizada partida entre Brasil e Uruguai válida por uma das semifinais da Copa das Confederações.
Apesar de caminhar em direção ao estádio, os líderes conseguiram fazer com que a passeata seguisse direito em direção à Lagoa da Pampulha em vez de entrar na Avenida Antônio Abrahão Caram, que dá acesso à arena e onde estava montado o cerco policial.
Um grupo de aproximadamente mil pessoas, no entanto, se separou da manifestação, foi em direção ao Mineirão e começou a atirar pedras e bombas caseiras nos militares. A PM reagiu com bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral e tiros de balas de borracha, fazendo com a avenida fosse totalmente encoberta pela fumaça.
Durante a confusão, um estudante de 21 anos caiu do Viaduto José Alencar e, segundo o governo de Minas Gerais, foi levado em estado gravíssimo, com múltiplas fraturas, para o Hospital de Pronto-Socorro João 23. Outro estudante, de 23 anos, levou um tiro de bala de borracha no olho.


