Ato ecumênico homenageia desaparecidos
Paris - Passadas 48 horas do acidente do voo AF 447 no Atlântico, a dor dos familiares de parte dos 228 desaparecidos transformou-se em luto, ontem, em Paris. Realizado na mítica catedral de Notre-Dame, um ato ecumênico, a primeira grande homenagem coletiva às vítimas originárias de 32 países, uniu católicos, ortodoxos, protestantes, judeus e muçulmanos. Em meio a uma profusão de símbolos de solidariedade, as expressões de sofrimento de quem perdeu entes queridos e a presença de dois presidentes reafirmaram a comoção internacional provocada pela tragédia.
Ao longo de todo o dia, fiéis passaram pelas naves da catedral deixando mensagens de solidariedade, enquanto uma multidão de curiosos se reunia no exterior. Autoridades como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a primeira-dama, Carla Bruni-Sarkozy, o primeiro-ministro, François Fillon, e o ex-presidente Jacques Chirac também compareceram.
Às 15h35min, um comboio de ônibus, cercado de um forte esquema de segurança, trouxe os familiares das vítimas, até então concentrados em hotéis do Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle. Neste momento, um dos sinos do templo soava, em tom grave, expressando uma marca de sofrimento.
Este sino significa a emoção pelo luto doloroso destas famílias, a fé e o respeito entre os povos, explicou Bernard Podvin, porta-voz da arquidiocese de Paris, elucidando também o intervalo de 20 segundos entre os badalos, que enchia a praça de profundo silêncio. A alta velocidade talvez seja boa para o mundo moderno. Mas não é para o sofrimento do homem. (Folhapress)





