de Brasília
BRASÍLIA - Os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) farão diariamente, até dia 29, manifestações de protesto contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A primeira manifestação ocorreu ontem, durante toda a tarde, em frente ao escritório Vale, localizado no setor comercial sul da capital federal.
O coordenador da Marcha dos Sem-Terra, Gilberto Oliveira, disse que os protestos se repetirão até o dia 29, data prevista para o leilão de venda da Vale.
A manifestação de ontem reuniu cerca de 500 sem-terra, que ainda estão acampados em Brasília. Eles se postaram diante da porta de entrada do Edifício Camargo Correa, onde fica o escritório de respresentação da Vale.
Cerca de 30 policiais militares bloquearam a entrada do edifício, enquanto os manifestantes cantaram o Hino Nacional.
‘‘Foi uma manifestação pacífica, porém ruidosa’’, definiu um policial militar.
Nordeste - O MST anunciou ontem, em Recife (PE), que vai ‘‘sacudir o Nordeste’’ com as manifestações que planeja realizar em julho, na região.
No dia 25 de julho, o movimento vai comemorar o Dia do Trabalhador Rural e, de acordo com o líder sem-terra em Pernambuco, Jaime Amorim, ‘‘grandes ocupações’’ deverão ocorrer em vários estados.
Segundo Amorim, a intenção do MST é fazer com que o governo agilize o processo de reforma agrária no Nordeste, região considerada ‘‘prioritária’’ pelo movimento desde 1987 e onde se encontram ‘‘60% dos acampados no Brasil’’.
Até lá, afirmou, o MST pretende realizar invasões em áreas menores, como a que prepara para a próxima semana em um engenho da Zona da Mata pernambucana.
O nome da propriedade e o município onde está localizada foram mantidos em sigilo.

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