Rio - Na véspera do aniversário de 25 anos do acidente nuclear em Chernobyl, na antiga União Soviética, ativistas do Greenpeace promoveram um protesto ontem em frente ao prédio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro do Rio de Janeiro, e exigiram a suspensão da linha de financiamento para a construção da Usina Nuclear de Angra 3.
Os manifestantes soltaram uma fumaça laranja que simbolizava uma nuvem radioativa para mostrar os efeitos dos acidentes nucleares. ''Angra 3 não tem plano de segurança adequado e não apresenta destinação para o lixo radioativo. Se a Alemanha, detentora da tecnologia dos reatores, já admitiu que não considera a tecnologia segura, por que insistimos em seguir adiante com uma obra de alto risco?'', questionou Ricardo Baitelo, responsável pela Campanha de Energia do Greenpeace.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o BNDES argumentou que só pode financiar empreendimentos que cumpram as exigências legais brasileiras em relação a práticas ambientais, trabalhistas e de segurança. Nenhum manifestante foi detido.

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