Ativistas lamentam fim da secretaria da diversidade
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2019
Folhapress 
O presidente eleito, Jairo Bolsonaro (PSL), repetiu durante a campanha ser contrário a políticas específicas a grupos vulneráveis, o que classificou como coitadismo. Ele impulsionou sua carreira política em uma cruzada contra a abordagem do que ele e outros detratores chamam de "ideologia de gênero", expressão nunca usada por educadores. Segundo a Folha de São Paulo apurou, a iniciativa foi uma manobra para eliminar as temáticas de direitos humanos, de educação étnico-raciais e a própria palavra diversidade.
A decisão do governo foi lamentada por ativistas em todo o País. Para o frei David Santos, da ONG Educafro, o fim da pasta é um retrocesso a uma política de estado. "O surgimento da Secadi foi determinante para despertar do povo negro, quilombola, indígena, ribeirinha", diz. "Enquanto militante de um mundo melhor, participante de uma igreja que definiu que políticas públicas como tema da campanha da fraternidade de 2019, vejo nessa atitude uma afronta."


