Sete ativistas do Greenpeace foram presos ontem nos EUA ao tentar impedir o descarregamento de madeira brasileira na cidade de Savannah, na costa do Estado da Geórgia (Sul dos EUA).
Os ativistas (norte-americanos e europeus) foram rechaçados pelos tripulantes de um navio de bandeira dinamarquesa ao tentarem ocupá-lo, e presos pela polícia.
A carga do navio era composta por compensados de madeira exportados pela empresa Selvaplac, subsidiária no Brasil do grupo Rimbunan Hijau, da Malásia.
O Greenpeace sustenta que existe uma grande possibilidade de a madeira contida no navio ser proveniente de fontes ilegais.
‘‘Não temos certeza de que aquela carga era ilegal, mas sabemos que 80% da atividade madeireira no Brasil é irregular e que a Selvaplac tem uma tradição de envolvimento com madeira ilegalmente extraída’’, disse Rebeca Lerer, uma ativista brasileira do Greenpeace.
A operação do Greenpeace resulta de uma investigação de 18 meses sobre o comércio de madeira em regiões remotas da Amazônia.
Segundo o Greenpeace, essa investigação revelou evidências de que as companhias que mais exportam madeira para os EUA estariam envolvidas com o comércio ilegal do produto. O governo brasileiro estima que 80% de toda a exploração de madeira na Amazônia seja ilegal.

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