Curitiba - A ex-primeira dama Danielle Mitterrand -viúva do estadista francês François Mitterrand- está, em Curitiba, onde, hoje, participa da reunião do secretariado. Como presidente da Fundação France Libertés, organização que defende a conservação e acesso à água, ela participará da assinatura de convênio entre Sanepar e Instituto Arapoty, de São Paulo, para o desenvolvimento de ações educativas em comunidades indígenas da região metropolitana.
Na manhã de ontem, Danielle se reuniu com o governador Roberto Requião (PMDB), na granja do Canguiri. O assunto principal foi a privatização da exploração dos recursos hídricos. ''Água: direito humano e bem público'' será o tema da palestra da ativista de 82 anos na reunião do secretariado. ''Aqui, no Paraná, existe uma sensibilização política por parte do governo de que a gestão da água não pode ser deixada nas mãos da iniciativa privada'', afirmou Danielle, defendendo a gestão pública para assegurar a toda população o acesso à água. ''Toda luta pelos direitos humanos passa pelo direito à água'', destacou.
Ainda pela manhã, Danielle Miterrand visitou a comunidade indígena que se beneficiará do convênio entre Sanepar e Instituto Arapoty -parceiro da fundação francesa desde 2002. A aldeia guarani Araçaí, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, reúne 67 índios e está em área de mananciais de abastecimento.
O coordenador do Instituto Arapoty, Kaká Werá, explicou que a proposta do projeto ''Guardiães da Água'', em Piraquara, é a de melhorar as condições de moradia e reforçar o trabalho de conscientização ambiental e de valorização da cultura indígena naquela comunidade.
À tarde, Danielle acompanhou a reunião da comissão organizadora do Fórum Social do Mercosul, que será realizado em Curitiba. Os organizadores formalizariam o convite para que a ex-primeira dama da França seja patronesse do evento.
O diretor de projetos para América Latina da France Libertés, André Abreu, reforçou que a presença de Danielle em Curitiba tem o propósito de trazer ''um aporte internacional'' de sua experiência como ativista na área ambiental e de direitos humanos. Segundo ele, futuramente, esse contato pode evoluir para aporte financeiro aos projetos paranaenses. A fundação apóia 100 projetos no mundo, seis deles no Brasil.

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