Em Curitiba, o Dia Mundial Pela Paz foi marcado pela mobilização de crianças e adolescentes das escolas da rede estadual de ensino, que assistiram e realizaram atividades, durante todo o dia, no Memorial da Cidade. Folhas de papel em branco ganharam cores, frases, idéias e desenhos que, em poucos minutos formaram um varal de propostas e desejos para um mundo melhor.
Os estudantes assistiram a apresentações de danças, teatro, coral, jogral e malabarismo, a maioria feita pelos próprios alunos. Também foram colhidas assinaturas para o Manifesto 2000 pela Paz, promovido pela Unesco no mundo inteiro com objetivo de recolher 100 milhões de nomes. O ponto alto foi às 19 horas, quando as luzes do Memorial foram apagadas e cerca de 120 jovens entraram em cena segurando velas, num gesto que marcou o final das passeatas promovidas em outras cidades.
Em Maringá, cerca de 3 mil crianças e pessoas da terceira idade participaram das atividades na praça da catedral. O que mais chamou a atenção das crianças foram dois veículos acidentados, relacionados à campanha pela paz no trânsito.
Uma passeata de estudantes do Colégio Estadual Tancredo Neves lembrou a morte do professor Alcir Cirilo Queiroz, morto há dois anos no pátio da escola. Os voluntários da campanha fizeram também uma visita à Penitenciária Estadual e conversaram com presos. Treze ‘‘pontos de pedágio’’ serviram para a distribuição de fita branca.
O arcebispo metropolitano de Cascavel, dom Lúcio Baumgaertner, disse ontem que ‘‘a paz deve ser meta fundamental de nossas vidas’’, em uma sociedade que queira ‘‘realizar o grande desígnio da felicidade’’.
O delegado-chefe da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, Haroldo Davison, que também não usou branco, disse que ‘‘lamentavelmente paz e violência sempre andam juntas’’. Em Londrina, crianças do Sesc fizeram pinturas no muro. (Colaboraram Paulo Pegoraro, de Cascavel, e Marcos Zanatta, de Maringá)

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