Atividades promovem a inclusão
Pessoas com algum tipo de deficiência, física ou mental, apresentam maior dificuldade em determinados aspectos, mas em outro são completamente normais. Essa informação, por mais básica que seja, por vezes é esquecida inclusive por quem convive com pessoas especiais.
Segundo a psicóloga Andréia Parente da Silva, é grande o número de deficientes mentais sedentários, apesar de a maioria possuir uma saúde completamente normal.
Ela conta que, depois que cinco pacientes começaram a frequentar a academia, desenvolveram muito a coordenação motora, resistência e força física; ficaram mais independentes e melhoraram o convívio social. ''A intenção não é dar um tratamento diferenciado, mas promover a inclusão deles'', afirma.
Marcela de Melo Jorge, de 21 anos, é uma das pacientes beneficiados com a iniciativa. A jovem adora conversar, e, em pouco mais de um mês, já conheceu bastante gente na academia. ''Gosto mais do alongamento'', revela.
Segundo Luciene Souza, a professora que a acompanha, Marcela consegue acompanhar o ritmo das aulas tranquilamente. ''Ela tem uma elasticidade impressionante'', comenta.
Bastante vaidosa, a aluna tem um cuidado especial com a aparência pessoal, e carrega sempre um batom na bolsa. ''Preciso perder uns quilinhos, dei uma engordadinha básica'', avisa, adiantando que vai começar a fazer aulas de axé. Como os jovens da sua geração, além da academia, Marcela também adora passear no shopping.
Ela revela que aproveita a ida à academia para paquerar. ''É uma oportunidade para trabalhar também a questão da sexualidade dos deficientes, mostrar o que pode e o que não pode'', destaca a psicóloga. A iniciativa tem favorecido também a independência, o repertório social, a auto-estima e a qualidade de vida dos deficientes.(A.I.)





