Atividades mantêm jovens longe do crime
Cambé - Três internos do Cense II, de Londrina, participam de cursos profissionalizantes (um deles faz parte da Guarda Mirim e outros estão matriculados no ProJovem). A expectativa é que mais adolescentes sejam incluídos nesses projetos.
O Programa Paraná Seguro pleiteou R$ 100 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliação dessa política pública. ''Há uma sensibilidade do governo para que as medidas sócio-educativas sejam aplicadas em último caso. A intenção é privilegiar a prevenção. Nesse sentido pretendemos melhorar os centros de juventude e ampliar o número de unidades'', ressalta a coordenadora dos Centros de Sócio-Educação do Estado, Claudia Foltran.
Hoje são seis centros da juventude espalhados pelo território paranaense e a proposta é criar mais 13. ''No Paraná Seguro estamos pedindo 13 novos centros de juventude, onde os jovens teriam atividades profissionalizantes e também esporte, lazer, cultura. A intenção é manter esse adolescente inserido e preparado para decidir o seu futuro da melhor forma. Estando em atividade, o jovem fica mais distante da criminalidade'', salienta.
Nos municípios de menor porte, a proposta é subsidiar a rede de assistência social e educacional para que adolescentes sejam tratados de forma adequada. ''Este adolescente, por exemplo, precisa de desintoxicação e ser inserido em atividades, não de internação sócio-educacional. Será que ele tem escolarização para poder ser matriculado em um curso profissionalizante? Do meu ponto de vista, seis internação em 50 (adolescentes apreendidos) é um número aceitável, mas não podemos aceitar para sempre, temos que trabalhar para diminuí-lo. O Estado tem que dar subsídio técnico e financeiro para ter atendimento de qualidade nos Cras e Creas. O Estado tem o papel de ver deficiências e tentar ajudar os municípios nesse sentido.''(D.M.)





