Atividade física como filosofia de vida
Há pouco mais de seis anos, a dona de casa Genilda Rebellato, de 68 anos, apresentava um quadro de risco: estava com a pressão arterial alta e com um ''começo'' de alteração no colesterol. Foi nessa época também que ela começou a fazer caminhadas todos os dias e a melhorar a alimentação.
Aos poucos, a pressão foi diminuindo e o colesterol normalizando. ''Não precisei nem tomar remédio, hoje o colesterol está normal e a pressão em 12/8. Acho que tenho um coração jovem'', comemora.
Companheira de caminhadas, a aposentada Paulina Carmen Garani, de 56 anos, ressalta outros benefícios de praticar atividade física: ''Melhora o estado geral da pessoa, tanto físico, quanto psicológico. Faço caminhadas quase todos os dias, e quando não posso, sinto falta'', afirma. Por isso, ela não titubeia quando questionada sobre a ''idade'' do coração. ''Sem muita pretensão, mas acho que um coração de 30''.
O comerciário aposentado José Gomes, de 77 anos, também teve que mudar os hábitos por conta de pressão alta e colesterol. No caso dele, que já passou por dois cateterismos (procedimento clínico para desobstruir artérias), os medicamentos são necessários. ''Tomo cinco comprimidos por dia, mas também faço caminhada e alongamento, e evito comer gorduras, que é o mais difícil. Agora quero entrar em uma academia, para malhar com mais orientação'', afirma.
Já o Frei Felipe Gabriel Alves, de 74 anos, mais conhecido como Frei Felipinho, tem na atividade física quase uma filosofia de vida: ''Quem não anda, vai se atrofiando, e a idade vai pesando. Tenho o mesmo coração de quando tinha 30, 40 anos''.(C.P.)





