Atividade exige orientação
Curitiba - Ter a doença de Parkinson e pedalar pode ajudar bastante o ciclista Roberto Coelho mas é preciso ter cuidado. Além de consultar o médico e se preparar fisicamente, o ciclista nessa condição precisa ter noção do risco calculado.
''O pior inimigo é quando passa o efeito do medicamento. Fico mais lento, trava tudo'', diz. Apesar do risco, Coelho recomenda o ciclismo para ajudar a vencer os efeitos da doença. ''Quem tem uma vida sedentária precisa disso. Quando você pedala, isso dá uma descarga de substâncias que causam um grande bem-estar'', avalia.
O neurologista Nilson Becker, médico voluntário do Hospital de Clínicas de Curitiba e integrante da Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo (APPP), afirma que o portador da doença precisa consultar um profissional antes de tentar qualquer atividade física.
''A prática do esporte com certeza ajuda, mas é preciso saber há quanto tempo o paciente tem a doença, como os remédios agem sobre ele e como ele se comporta. No estádio médio, o remédio pode durar pouco e ele pode vir a se machucar ao andar de bicicleta'', informou.
Becker comentou que a APPP tem um programa para ajudar os pacientes a ocuparem a mente e evitarem a depressão. ''Temos um tratamento multidisciplinar com terapia ocupacional, acupuntura, entre outras coisas.''C.Y.
Serviço: Quem quiser mais informações a respeito pode entrar no site da associação, no www.appp.com.br.





