Autor do massacre que matou 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, Wellington Menezes de Oliveira consumia bebidas alcoólicas e fumava cigarros em excesso desde 2009, após a morte da mãe adotiva, de acordo com o depoimento de familiares à DH (Delegacia de Homicídios). A revelação contradiz ainda mais a hipótese de uma ligação entre ele e um grupo religioso ou extremista.

Os depoimentos à polícia mostram que a suposta ligação foi revelada pelo próprio atirador aos parentes e ao seu barbeiro, mas nunca foi comprovada. Ele disse à irmã, ao primo e a um sobrinho que havia se tornado "adepto de Bin Laden", depois que deixou a barba crescer até a altura do peito, a partir de outubro do ano passado.

Todos os familiares dizem que os problemas com a bebida e as ideias confusas sobre suicídios e assassinatos em massa ficaram mais intensas após a morte da mãe de criação de Wellington, Dicéa Menezes de Oliveira. Ele ficou isolado dos parentes, abandonou o emprego no almoxarifado de um abatedouro de frangos e foi morar sozinho em Sepetiba, na Zona Oeste da capital carioca.

Em 2010, ele iniciou uma transformação visual com o crescimento da barba e "começou a se intitular fundamentalista", depois de ficar obcecado pelas imagens do atentado contra as Torres Gêmeas, em Nova York, ocorrido em setembro de 2001.

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