Aterro pode ser fechado outra vez
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os moradores do bairro Caximba, em Curitiba, representados pelo movimento Comissão de Defesa da Caximba, prometem fechar novamente o aterro se não receberem permissão de monitorar o local. Segundo Adelcio Angelo Bazzo, membro da comissão, uma equipe já foi formada e espera, em até 15 dias, ter o aval para fiscalizar a situação do aterro.
De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreghetto, o pedido dos moradores não foi negado, mas ele condiciona a autorização para que essa equipe de monitoramento seja formada por pessoas com capacidade técnica no assunto. O secretário foi chamado, ontem, a prestar esclarecimentos na Câmara de Vereadores de Curitiba sobre a possibilidade de prorrogar a vida útil do aterro atual e o andamento do processo que implantará a nova planta de tratamento de resíduos para a capital e 16 municípios da região metropolitana.
Questionado sobre a possibilidade do prazo final de utilização do aterro ser novamente adiado - hoje a previsão é que o limite se esgote em janeiro de 2010 - Andreghetto não descarta a possibilidade de haver nova adequação do espaço. Entre as medidas adotadas, estão a proibição dos grandes geradores descartar seu lixo no Caximba, a partir de hoje, a melhoria no sistema de drenagem para aproveitar mais áreas do aterro e o aumento do fator de compactação, além de aprimorar a capacidade de reciclagem.
Para Bazzo, as explicações do secretário não foram suficientes para tranquilizar os vizinhos do Caximba. ''Ele não fala em prazo final, só fala no limite da capacidade. Mas como podemos acompanhar isso? Uma outra requisição nossa é o plano do encerramento do aterro. Queremos um projeto antes da aprovação da nova área'', argumenta.
Andreghetto se defende afirmando que o plano de encerramento já existe, e a primeira etapa envolve, necessariamente, encontrar um novo espaço para a destinação dos resíduos. ''Depois do selamento do aterro, com a cobertura final, continuaremos com o monitoramento do Caximba''. O monitoramento inclui a implantação de um projeto para aproveitamento do biogás emitido no local.
O secretário ainda esclareceu dúvidas sobre os valores do tratamento do lixo pelo Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar). Também foram debatidas informações que vazamentos do aterro atual estariam poluindo o Rio Iguaçu. O fato não foi negado, mas minimizado pelo fato de o rio já chegar ao local poluído.


