Aterro de ponte na BR-116 sofre deslizamento
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Parte do aterro na cabeceira da ponte intacta sobre Represa Capivari/Cachoeira, na BR-116, cedeu anteontem à tarde. O pedaço servia de suporte para um dos pés de um andaime que estava sendo usado pelos trabalhadores que estão fazendo o ''grampeamento'' da terra. Apesar da queda, ninguém se feriu. Segundo o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) do Paraná o deslizamento já era esperado e foi menor que o desmoronamento que derrubou a ponte no sentido Paraná/São Paulo. O acidente aconteceu no dia 25 de janeiro.
''O local já estava comprometido porque quando a terra caiu a primeira vez ficou um pedaço aberto. Por isso estávamos esperando'', explicou o engenheiro do Dnit, Ronaldo Jares. Ele assegurou que o local não corre mais riscos de deslizamentos e que a ponte está segura.
O trabalho de grampeamento do aterro deve continuar até a próxima quarta-feira. Os técnicos resolveram colocar 300 grampos. Quando os trabalhos começaram, na semana passada, a idéia era colocar 80. ''A ancoragem da parte que caiu já foi feita. Semana que vem vai começar a demolição dela com máquinas especiais, o que deve durar um mês'', afirmou o engenheiro. Nesse meio tempo Jares explicou que será construído um muro de contenção no pé do aterro e colocado uma espécie de cortina para conter a terra definitivamente. Depois disso começa a reconstrução da ponte que caiu.
O Dnit também vai começar a fazer contenção do aterro na cabeceira sul da ponte sobre o rio Saltinho, no quilômetro 33 da BR-116. ''Detectamos um problema de erosão e já vamos recuperar'', explicou. No último dia 3 a reportagem da Folha mostrou os problemas na ponte e os reparos emergenciais que o Dnit havia feito apenas na cabeceira sul.


