Curitiba - O dia 1º de novembro será de festa para os moradores do bairro Caximba, em Curitiba. Depois de inúmeros adiamentos e prorrogações de prazos para o encerramento das atividades do aterro sanitário, que há quase 21 anos recebe o lixo da Capital e de mais 17 cidades da Grande Curitiba, na segunda-feira o local será finalmente desativado.
Como São Tomé, a vizinhança quer ver as mudanças de perto. No último dia de funcionamento, do dia 31 para 1º, os moradores farão uma vigília, missa campal às 9 horas e carreata até o aterro para verificar se o despejo de lixo no local acabou mesmo.
A partir de novembro o lixo da região passa a ser depositado em uma área da empresa Estre Ambiental, em Fazenda Rio Grande (RMC). Trata-se de uma solução emergencial, para dar um destino temporário ao lixo até que haja uma definição para pendências judiciais na licitação de área onde deve ser instalado o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar), um novo sistema de tratamento e reciclagem de resíduos da RMC.
O contrato do Consórcio com a Estre Ambiental tem duração de dois anos, podendo ser prorrogado ou rescindido antes, dependendo da implantação do Sipar. A empresa receberá R$ 47,06 por tonelada depositada no aterro. A área vai receber diariamente a totalidade do lixo produzido na região, de 2,5 mil toneladas.
Manifestação
Em Mandirituba (RMC), moradores fizeram um protesto ontem de manhã contra as atividades da empresa Cavo Ambiental, que está construindo um aterro na cidade. A área tem Licença de Instalação emitida pelo IAP, mas ainda não possui a Licença de Operação. A empresa, no entanto, obteve liminar na justiça determinando que o Consórcio aceitasse o credenciamento da empresa.

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