Atentados são caso de polícia, diz Pitta
São Paulo, 22 (AE) - O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), afirmou hoje que os atentados contra camelôs que denunciaram e citaram vereadores é um "caso policial" e não tem nada a ver com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em discussão na Câmara. "Fiquei surpreso e triste, porque nunca me passou pela cabeça que uma coisa dessas pudesse acontecer", disse Pitta. "Mas é um caso policial."
Para o prefeito, a CPI é uma atribuição do Legislativo. "Advogo, sim, o engajamento da Câmara na nossa campanha de moralidade, aprovando os projetos de lei que já enviamos para lá." O secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg
disse que aprovar ou não a CPI é uma decisão que compete apenas aos vereadores. Em conversas reservadas no Legislativo, parlamentares da base governista comentam que o Executivo não quer CPI alguma aprovada.
Os principais assessores políticos do Palácio das Indústrias avaliam que, além da exploração política que o PT dará a uma eventual investigação, os trabalhos legislativos correm o risco de ser paralisados. Recentemente, Pitta afirmou que preferia a proposta do vereador Brasil Vita (PPB).
Na prática, o requerimento apresentado por Vita exclui os vereadores de uma eventual apuração. E os governistas também querem incluir a administração petista na investigação, numa tentativa de desviar a apuração das denúncias investigadas pelo Ministério Público e pela polícia.
"Não temos nada contra isso, mas o problema é que a CPI tem de ser criada para apurar um fato determinado", disse o vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT). "Se houver prazo determinado, a CPI vai tornar-se uma auditoria e poderá ser facilmente contestada na Justiça", completou Cardozo.





