Atentados à bomba matam cinco e ferem 57 em Kosovo
Pristina, 13 (AE-REUTERS) - Três atentados à bomba mataram neste sábado (13) pelo menos cinco pessoas e feriram pelo menos 57 em duas cidades do norte da província sérvia de Kosovo, informaram verificadores internacionais da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Nenhuma organização reivindicou a autoria dos ataques. A polícia prendeu dois suspeitos, mas não informou se são sérvios ou albaneses étnicos.
O pior atentado ocorreu num mercado lotado de Kosovska Mitrovica, às 14h30 (horário local), matando quatro pessoas e ferindo mais de 30. Cerca de uma hora antes ocorreram duas explosões em Podujevo, uma delas perto de uma delegacia de polícia. Um sérvio morreu e outros 21 ficaram feridos nesse ataque.
"Houve uma explosão muito forte em Podujevo, por isso pode haver mais feridos e mesmo mortos, mas estamos tendo dificuldade para confirmar isso", disse a porta-voz da OSCE, Beatrice Lacoste.
O Centro de Informações dos Albaneses de Kosovo anunciou que pelo menos dois homens de origem albanesa morreram em Podujevo e outro ficou seriamente ferido.
Ao mesmo tempo, intensificou-se hoje a luta entre guerrilheiros do Exército para a Libertação de Kosovo (ELK), que luta pela independência da região, e forças de segurança sérvias. Os combates ocorreram no noroeste da província.
Os atentados ocorreram quase à mesma hora em que a delegação do ELK deixava Pristina num avião militar francês com destino a Paris, onde as negociações de paz para Kosovo serão retomadas segunda-feira. O presidente da Iugoslávia (formada pelas repúblicas da Sérvia e de Montenegro), Slobodan Milosevic, continua rejeitando o envio de uma força internacional de paz à região - um dos pontos-chave do plano de paz apresentado pelas grandes potências.
Em um refúgio em Pristina, um líder do ELK, Hashim Thaci, disse à imprensa que os rebeldes haviam chegado a um consenso sobre um acordo e estão dispostos a aceitar apenas a autonomia para a província - deixando de insistir na independência. Outro membro do ELK ressalvou, porém, que sem o envio das tropas da Otan o grupo não assinará nada.
Os chanceleres da União Européia decidiram hoje pedir aos mediadores que dêem no máximo quatro dias para que as partes assinem um acordo de paz.





