Atentado pode ajudar na aprovação de CPI
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sábado, 20 de fevereiro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 21 (AE) - A tentativa de assassinato do presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes, José Afonso da Silva, poderá ajudar na aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os supostos esquemas de corrupção nas Administrações Regionais de Pinheiros, na zona oeste, da Sé, no centro, da Penha, zona leste, e do Jaçanã-Tremembé, na zona norte.
Os vereadores do PT que visitaram Silva hoje na Santa Casa
Aldaísa Sposati e José Eduardo Martins Cardozo (PT), disseram que os parlamentares da situação não têm mais argumentos para votar contra a instalação da CPI.
"Falávamos num suposto esquema de crime organizado, mas agora tivemos uma tentativa de homicídio de um dos denunciantes", afirmou Aldaíza. "A Câmara não se pode omitir diante dessa situação." De acordo com Cardozo, o prefeito Celso Pitta (PPB) teria recomendado aos parlamentares da situação rejeitar os dois pedidos de CPI existentes na Câmara.
O secretário municipal de Comunicação Social, Antenor Braido, negou que tenha havido qualquer reunião ou conversa entre o prefeito e a bancada de apoio ao governo na Câmara para não votar os pedidos de CPI.
Um dos requerimentos foi apresentado pelo próprio Cardozo e outro é do vereador Brasil Vita (PPB). O de Vita exclui os vereadores de uma eventual investigação.
Há uma tese de que a apuração da CPI deveria ser retroativa, cobrindo os últimos 20 anos. Com essa estratégia, os governistas querem incluir a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina e dificultar depoimentos e a reunião de provas.
"Tem de ser desde o período em que as ruas começaram a ser tomadas pelos camelôs", afirmou, hoje, Garib. Até o dia 15 de março continua exercendo o mandato de vereador. O presidente da Câmara Municipal, Armando Mellão (PPB), marcou reunião na terça-feira com os líderes de todos os partidos para discurtir a pauta. Antes desse encontro, a bancada governista deve definir a estratégia em relação à CPI.


