Atendimentos de adolescentes no SUS do Paraná crescem 22%
De janeiro a agosto deste ano, foram 461.346 atendimentos de pessoas de 10 a 19 anos
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terça-feira, 29 de outubro de 2024
De janeiro a agosto deste ano, foram 461.346 atendimentos de pessoas de 10 a 19 anos
Reportagem local 

Curitiba - A atenção integral e o atendimento acolhedor contribuem para o aumento do número de adolescentes que buscam o Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná. O número de pessoas com idade entre 10 e 19 anos atendidas na rede de Atenção Primária (APS) nos municípios vem crescendo desde o ano passado, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde.
De janeiro a agosto deste ano foram registrados 461.346 atendimentos de pessoas nesta faixa etária na APS, alta de 22% em relação ao mesmo período de 2023 (377.676).
Neste ano, a média mensal é de 10.459 atendimentos a mais do que no mesmo intervalo de tempo de 2023. Da população total do Paraná, de 11,8 milhões de habitantes, 1.498.274 são da faixa etária de 10 a 19 anos, segundo o Censo 2022 do IBGE.
A Secretaria da Saúde dedica especial atenção a essa população, em atendimento à saúde física e mental e, também, na promoção da vida saudável. "É fundamental que o profissional da saúde estabeleça laços de confiança com os adolescentes, tratando todos com respeito e imparcialidade, valorizando suas opiniões e sentimentos. O ambiente seguro e acolhedor traz o adolescente para mais perto, fazendo com que ele se sinta mais à vontade para expressar suas preocupações, dúvidas e inseguranças”, afirma o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes, afirma que a Sesa está sempre “vigilante e atenta” à realidade deste público, reforçando a necessidade de uma atenção integral, especialmente em relação à promoção da saúde e prevenção de agravos. "Temos muitos desafios, mas as equipes da Sesa trabalham em várias frentes, desde a alimentação, tabagismo, doenças transmissíveis, e a saúde sexual e reprodutiva como um todo. Queremos que nossos jovens adolescentes entrem na fase adulta o mais saudáveis e preparados possível”, afirma.
Os dados da Sesa mostram que, nos primeiros oito meses de 2024, o atendimento de pessoas de 10 a 19 anos foi maior na puericultura, área da pediatria que monitora o crescimento e desenvolvimento da infância e adolescência, que concentrou o maior número de atendimentos (122.296).
Na sequência estão os atendimentos relativos à saúde mental (101.887) e ao pré-natal (91.272). Atendimentos para dengue (74.215), reabilitação (27.026) e saúde sexual e reprodutiva (17.431) também tiveram peso nas condições avaliadas.
A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a falta dos pais ou responsáveis não deve ser um impedimento para que o adolescente busque atendimento na Unidade de Saúde, seja para agendar uma consulta ou receber atendimento direto. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura esse direito dos 12 aos 18 anos.
A Sesa também recomenda às equipes de saúde que acolham e atendam os adolescentes conforme suas demandas, respeitando os princípios de confidencialidade, privacidade e sigilo. O Conselho Tutelar deve ser notificado caso os profissionais avaliem que o adolescente esteja em situação de risco, assim como devem estimular a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento.
VACINAÇÃO
O calendário nacional de vacinação para adolescentes inclui seis vacinas. Sem uma idade específica (a qualquer tempo) estão as vacinas da hepatite B, difteria e tétano (dT), febre amarela (VFA – atenuada) e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Dos 9 aos 14 anos é ofertada a vacina contra papilomavirus humano (HPV) 6,11,16 e 18 ou a vacina HPV4, imunizante que protege contra esses tipos. E ainda está no calendário a meningocócica ACWY (MenACWY - Conjugada), recomendada de 11 a 14 anos.
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Apesar de o pré-natal na adolescência estar em terceiro lugar no número de atendimentos na APS, a gravidez nesta faixa etária está diminuindo. Em 2019 foram 18.169 jovens grávidas com até 19 anos. Em 2023, 12.769, uma queda de 29,7%.
O enfrentamento à gestação precoce é uma das metas da Sesa, dentro da Linha de Cuidado Materno-Infantil, criada para o fortalecimento da assistência à saúde das gestantes de todas as idades, instituindo diretrizes para o cuidado integral.
MORTALIDADE
Os atendimentos de saúde também ajudam a analisar os cenários. De acordo com as informações do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, causas externas são o maior número de óbitos de adolescentes do Paraná, representando 55,10% do total da mortalidade neste público. Neoplasias e doenças do sistema nervoso estão na sequência, mas com números muito menores, 8,8% e 8,7%, respectivamente.
Homicídio, lesões causadas pelo trânsito e suicídio também estão os principais motivos, sendo que a mortalidade é maior entre adolescentes do sexo masculino em comparação ao sexo feminino.(Informações da Agência Estadual de Notícias)


