Atendimento no INSS só volta ao normal em duas semanas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de novembro de 2001
Israel Reinstein <br> De Curitiba 
A superintendente regional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Elizabeth Lobo dos Santos Elpo, estima que em 15 dias os usuários do órgão federal não vão precisar esperar na fila para receber atendimento nos postos do Paraná. Ontem, o retorno ao atendimento nas principais cidades do Estado foi marcado por longas filas (ver texto ao lado).
A instituição espera atender uma demanda reprimida de 400 mil pessoas, por causa da greve de mais de cem dias. Ontem, nos seis postos de Curitiba e Paranaguá, a procura foi 70% maior que nos dias normais, subindo de 2,1 mil pessoas para 3.577.
A superintendência do INSS estima que haverá demora também na concessão dos benefícios, como o auxílio-doença ou aposentadoria. Normalmente, o INSS demora 45 dias para pagar os benefícios, quando todos os documentos estão em dia. Mas podem atrasar em até 90 dias, por causa da demanda.
Mesmo com este cenário negativo, a superintendente Elizabeth Elpo, pede que a população não fique esperando nas ruas para ser atendida. O argumento do INSS é que mesmo durante a greve a susperintendência regional concedeu 24 mil benefícios. Ainda haveriam mais 26 mil para ser atendidos.
Em Curitiba as filas se formaram na noite de domingo. Muitas pessoas saíram cedo de casa para ficar de madrugada em frente a uma das agências do instituto. Uma delas foi a doméstica Teresa Teixeira, que queria pegar informações sobre aposentadoria e também solicitar um auxílio-doença.
Elizabeth Elpo disse todas as agências do Estado estarão atendendo das 8 horas às 18 horas. Ontem, em Curitiba, o movimento só caiu por volta das 17 horas. A assessoria de imprensa do INSS disse que todos os serviços estão funcionando. Desde perícia médica até concessão de benefícios. O serviço gratuito de informação do INSS é acessado pelo 0800 780191.


