Curitiba - O Hospital Erasto Gaertner, especializado em câncer, realizou 142 mil atendimentos no ano passado, entre consultas, exames e outros serviços, num total de 15.933 pacientes que passaram pela unidade. Esse número significou um aumento de 20% nos atendimentos feitos em 2000, quando foram feitos 129 mil procedimentos. A expectativa da Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC), no entanto, é aumentar ainda mais a capacidade do hospital. Para isso, espera articular ações conjuntas com o governo estadual e federal e, ainda, sensibilizar a sociedade, para atrair maior número de doadores.
‘‘Nós estamos trabalhando, hoje, com R$ 250 mil por mês a menos do que precisaríamos’’, diz o superintendente da Liga, José Carlos Gasparin Pereira. O faturamento mensal do hospital é de R$ 1,850 milhão proveniente do Sistema Único de Saúde (SUS), mas a instituição gasta R$ 2,1 milhões por mês. Para complementar, conta com recursos de uma rede de 12 a 15 mil pessoas que fazem doações através da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A rede contribui também com cerca de 250 voluntárias que exercem atividades junto aos 80 médicos e 800 funcionários contratados. Apesar das dificuldades, o hospital conta com tecnologia comparável aos melhores centros oncológicos do País. No ano passado, recebeu R$ 8 milhões em equipamentos, muitos dos quais estão parados, aguardando a conclusão de obras e reformas para ampliação. Em 2001, o hospital conseguiu R$ 1 milhão em doações, que está sendo usado em 17 pequenas obras. Para este ano, estão previstos R$ 3,8 milhões de dotação orçamentária federal e estadual.
Esse recurso será usado para a conclusão de obras, que vão ampliar em quase 50% a capacidade instalada do hospital. Atualmente as instalações ocupam 11,8 mil metros quadrados. A nova obra tem 5 mil metros quadrados e está orçada em R$ 5 milhões. Com a expansão, o hospital poderá praticamente dobrar sua capacidade de atendimento.

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