No mesmo dia do Concurso Público para médicos em Londrina, a dona de casa Sônia Cardoso precisou ter muita paciência enquanto aguardava por atendimento médico no Pronto Atendimento Municipal, para o filho Lariso Mateus de Oliveira. Quando concedeu entrevista para a reportagem da FOLHA, a espera já durava cinco horas. ''Agora são 14h e estou desde às 09h, mas tem gente que chegou às 7h'', afirmou.
A aposentada Tereza Gimenes também chegou na mesma hora que Sônia e disse não imaginar que ficaria tanto tempo esperando. ''É a primeira vez que venho, mas é uma decepção. Estou aqui sem almoço e esperando''.
Espera que a ajudante de construção civil Irene Barbosa Borges já imaginava que teria pela frente. Quando abordada pela reportagem ela acabara de chegar, com dores nas costas, mas lembrou-se da última vez que procurou atendimento no PAM. ''Cheguei aqui com febre e dores nas costas. Fiquei das 14h até meia-noite''.
Se por um lado reclama da demora, Irene elogia o trabalho dos médicos. ''Demorou, só que fui muito bem atendida. Pelas condições que eles tem, fazem um ótimo trabalho'', declarou.

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